sábado, 22 de outubro de 2011

Como Wesleyanos cremos que...


Como Wesleyanos cremos que...
1. Todos precisam ser salvos
   Porque “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23)
   Porque “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23)
   Porque não somos capazes de salvar-nos a nós mesmos (Ef 2.1-9)
   Porque “ninguém será justificado diante de Deus pelas obras da lei” (Rm 3:20)
   Porque não podemos subsistir diante de Deus baseados em nossa própria justiça (Rm 3.10-12)
   Porque o próprio profeta Isaías diante da majestade de Deus, clamou por misericórdia, dizendo: “Ai de mim que vou perecendo” (Is 6.5).
   Porque “pela graça sois salvos, mediante a fé” (Ef 2.8).
   Porque Jesus é o único caminho de salvação para Deus (Jo 14.6)
   "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho ao seu tempo" (1Tm 2:5-6)
   Porque “não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome debaixo do céu, que tenha sido dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos." (At 4:12).

2. Todos podem ser salvos
   Porque  "Deus não faz acepção de pessoas” (Rm 2:11).
   Porque Jesus “é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2:2).
   Porque "Cristo morreu pelos nossos pecados" (1 Co 15:3) e a eficácia do Seu sangue é poderosa para salvar todos os homens”(1Jo 2.2), mas só eficiente para lavar os que n'Ele crêem. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" (At 16:31).
   “Porque: “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).
   Porque: “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13).
   Porque Jesus disse as multidões: “Se alguém quiser vir após mimnegue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me" (Mc 8:34).
    "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).
   “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11-12).
   Porque Deus não tem prazer na morte do ímpio, pois seu desejo é que se converta e viva (Ez 18.23).
   Porque Deus  “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4),
   Porque Deus “não quer que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9)

3. Todos podem saber que são salvos
   Porque “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:16)
   Porque “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele, em nós: em que nos deu o seu Espírito” (1Jo 4.13)
   Porque  “foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus” (Ef 1.13-14).
   Porque o “Espírito nos convence do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8).
   Porque pelo Espírito, o coração do crente é compungido por aquela convicção de pecado e por “aquela tristeza que é segundo Deus e que nos leva ao arrependimento” (2Co 7.10), a semelhança do que aconteceu àquela multidão de convertidos diante do Sermão de Pedro em Pentecostes, conforme registrado em At 2.37: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?”
   Porque recebemos o Espírito de adoção pelo qual clamamos de coração: Aba Pai (Rm 8.15), bem como, pelo mesmo Espírito somos capazes de confessar que Jesus é o Senhor (1Co 12.3). Tais convicções são produtos da revelação do Espírito Santo,  porque o Espírito testifica de Cristo (Jo 15.26), conforme observa-se também na famosa declaração de Jesus a Pedro: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus” (Mt 16.17).
   Porque “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14)
   Porque confiamos no cuidado e na proteção do Bom Pastor (Jo 10.27-30), mas sem descuidar da necessidade de perseverança e vigilância (Hb 10.23-39; 12.15; Mt 24.13). Pois a fé salvadora é uma fé viva, uma fé que sempre atua pelo amor (Gl 6.9). A verdadeira fé cristã é uma fé constante, não um ato isolado do passado e divorciado do presente (1Co 15.58).
   Porque "sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos" (1Jo 3.14).
   Porque Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo 14:21).
   “Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5.5).
   Porque “pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16-20). De modo que crentes sem frutos não encontram base para segurança da sua salvação (Jo 15.2; Gl 5.19-23; Hb 6.4-8; 10.23-31; Ap 3.5 e 16; Ex 32.33).
   Porque desfrutamos da “paz de Deus que excede a todo entendimento e que guarda  as nossas mentes e os nossos corações em Jesus” (Fp 4.7).
   Porque sabemos o que significa ser consolados pelo Espírito de Deus (Jo 14.16; At 9.31; 2Co 1.2-7).
   Porque experimentamos uma alegria que o mundo não pode nos tirar (Jo 16.22). Porque a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17-18).
   Porque “o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22).
   “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1.8-11).

4. Todos podem ser salvos completamente
   "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo" (Rm 5.17).
   "Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos" (Rm 5.19).
   Porque Jesus não apenas perdoa pecados, mas também transforma vidas (Rm 5.8).
   Porque Jesus não apenas justifica, mas também regenera (2Co 5.17; Tt 3.5-6).
   Porque Jesus não apenas disse a mulher pega em adultério: “eu não te condeno”, mas também lhe disse: “vai e não peques mais” (Jo 8.10.11)!
   Porque Jesus não apenas nos declara santos, mas também nos torna santos (Jo 15.3, Tt 3.5).
   Porque Jesus não apenas nos livra da condenação do pecado, mas também nos livra do domínio do pecado (Rm 6.14).
   Porque Jesus não apenas é Salvador, mas também é Senhor (Rm 10.9; Fl 2.10-11; 1Tm 6.15; Tg 4.7).
   Porque não apenas nos convida a crer, mas também nos conclama ao arrependimento (Mt 3.8; 4.17; Mc 1.15; Lc 13.3).
   Porque não basta apenas crer, é necessário obedecer (Ef 5.6; 6.6; 1Jo 3.6, 24).
   Porque não basta ser crente, é necessário ser discípulo (Mc 8.34; Lc 9.23; Mt 28.19).
   Porque não basta receber o amor, é necessário amar (1Jo 3.16, 23; Ef 3.14-21).
   Porque não basta apenas receber o perdão, é necessário perdoar (Mt 6.14-15; 18.23-34).
   Porque “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (I Jo 3.9).
   Porque “Já estou crucificado com Cristoeu não vivo maismas Cristo é que vive em mim” (Gl 2.20).
   Porque "quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo." (1Jo 3.8).
   Porque fomos ensinados a orar para que a vontade de Deus se faça na Terra assim como ela é feita no céu (Mt 6.11).
   Porque devemos buscar primeiramente o Reino Deus e a sua Justiça (Mt 6.33).
   Porque Deus  "nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Cl 1:13).
   Porque “somos transformados em sua imagem com maior glória de sempre, que vem do Senhor, que é o Espírito” (2Co 3.18).
   Porque não devemos nos conformar com este mundo, mas devemos renovar a nossa mente para experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1-2).
   "Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação" (1Ts 4.3).
   “Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação” (1Ts 4.7).
   Porque "sem santificação ninguém verá o Senhor" (Hb 12.13).
   Porque bem-aventurado são os limpos de coração, pois estes é que verão a Deus (Mt 5.8).
   Porque devemos desenvolver a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.13; 2Co 7.1; Ef 4.1).
   Porque devemos ser aperfeiçoados “até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.12-16).
   Porque devemos nos “despir do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano” e nos “revestir do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.22-24).
   Porque “Deus nos concedeu todas as condições necessárias para a vida e a piedade” (2Pe 1.3); para vivermos como filhos de Deus, e para “escaparmos da corrupção deste mundo” (2 Pe 1.4).
   Porque Jesus não apenas nos exorta a sermos santos (Mt 5.48), mas também nos capacita, concedendo-nos:
      o dom do Espírito (At 1.8)
      um novo coração (Ez 36.26),
      a mente de Cristo (1Co 2.16)
      o amor de Deus (Rm 5.5)
      participar da natureza divina (2Pe 1.4)
      e toda a armadura de Deus (Ef 6.10-13; 2 Co 10.4)


Bispo Ildo Mello




Link para ouvir esta mensagem em MP3: 
http://www.divshare.com/download/12472628-291

História da teologia de santidade no Exército de Salvação


História da teologia de santidade no Exército de Salvação from Ildo Mello on Vimeo.
Palestra de Nelson Wakai sobre a história da teologia de santidade no contexto do Exército de Salvação
São Paulo, 21 de outubro de 2010

Notas para o encontro da Fraternidade Wesleyana de Santidade no Quartel Nacional do Exército de Salvação.

1) Nosso lugar no Movimento

Dentre as onze doutrinas fundamentais do Exército de Salvação internacional, a décima diz: “Cremos que é privilégio de todos os crentes serem santificados em tudo, e que seu espírito, alma e corpo podem ser conservados íntegros e irrepreensíveis até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (I Ts 5.23).”1

“Definir o Exército de Salvação como um 'movimento de santidade' dentro de uma família mais ampla é apropriado, dado seu compromisso claro ao que é chamada 'a doutrina da santidade' – que por sua vez pode ser chamada de 'a doutrina da possibilidade do viver santo.”2


2) O lugar do ensino de santidade em nosso movimento

O Fundador disse: “Santidade ao Senhor é para nós uma verdade fundamental; ela é a principal das nossas doutrinas. Nós a escrevemos em nossas bandeiras. Não é uma questão discutível se Deus pode santificar completamente, ou se Jesus salva Seu povo dos seus pecados. Na avaliação da Missão Cristã isto está estabelecido para sempre, e qualquer evangelista que não mantiver firme ou proclamar a habilidade de Jesus em salvar seu povo do pecado e de pecar até o mais alto grau alcançável eu o consideraria fora de lugar entre nós.”3

William Booth sobre John Wesley:

“Há um só Deus e John Wesley é seu profeta”4. Booth via-se como seu herdeiro, crendo que:

“Em Wesley a ênfase católico-romana da vida cristã como um processo em direção a Deus e a ênfase protestante na crise são unidas de forma equilibrada.
Perfeição em Mt 5.48 “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” significa cada crente ter amor perfeito, ter o mesmo ponto de vista de Deus, ter a mente de Cristo. A retidão de Cristo não apenas me cobre, é parte de mim, é dada a mim.”5

Um coração puro não é um coração que nunca é tentado a fazer o mal; não é um coração que não pode sofrer; não é um coração que não pode pecar; é uma experiência que acarreta em alegria, no desejo de ser útil e em poder; é necessária para o trabalho de redenção – somente um povo santo pode fazer um trabalho santo.”6

James Orr registra: “É certo que a grande obra cristã e humanitária de William Booth, originalmente um metodista, foi inspirada por esta doutrina que ele constantemente pregava. Esta capacitou seus seguidores nos primeiros anos do Exército de Salvação a suportarem as perseguições que recaíram sobre eles naquela época.”7
“A santificação legitimava o Exército de Salvação.”


3) No Brasil

Norio Yamakami comenta: “O Exército de Salvação, embora seja muito mais conhecido e respeitado no país pela sua ação social, tem exercido um papel importante na propagação da doutrina wesleyana de inteira Santificação. Foi esse grupo que apresentou aos evangélicos brasisleiros o livro Em Direção à Santidade, de Samuel Brengle8, uma obra considerada clássica, que apresenta em forma de mensagem devocional apaixonada (e não em forma de dissertação teológica com rigor acadêmico) o ensino característico do Movimento Holiness sobre a santidade prática do cristão.”9


4) Nosso entendimento da doutrina

“A liderança espiritual do Exército de Salvação... entende santidade como um assunto tanto de maturidade como de pureza junto a um continuum da graça de Deus...

Para alguns salvacionistas, a ênfase de Frederick Coutts na santidade como um processo é preferida em relação à forte orientação de Samuel Logan Brengle para a santidade como uma experiência de crise. Uma leitura mais cuidadosa de Coutts e Brengle revela seu foco mútuo em processo e crise, embora a ênfase possa diferir.

Encontramos essa discussão entre processo e crise viva e continuada entre os acadêmicos wesleyanos contemporâneos.

Eu gostaria de propor uma justaposição de processo e crise para dizer que a santidade pessoal é ambas e mais... A santidade pessoal é intimidade sustentada como jornada e encontro... nem todos os encontros são de purificação. Alguns encontros são de cura e reconciliação, alguns de purificação, enquanto outros são de compaixão.”10

“A bênção da santidade era corretamente vista como a aplicação da graça santificadora de Deus sobre a totalidade da personalidade de alguém... tem a ver com uma salvação que é 'plena' no sentido de ter aplicação em cada área da existência humana... ela tem aplicação para o todo da sociedade. Justiça social, comércio justo, o meio-ambiente, as artes, indústria, economia e similares são o foco de um povo santificado porque eles enxergam a obra redentora de Cristo como tendo aplicação para o todo da vida porque “tudo na vida é santo. Tudo na vida é um sinal visível da graça invisível de Deus.”11

Enquanto algumas formas de pietismo fogem de tal compromisso com o mundo, um povo cuja santidade toma sua disposição a partir de Cristo e sua encarnação vê o todo da sociedade como seu campo de missão.12

“Booth acreditava em salvação pessoal e salvação social. O ministério social do Exército de Salvação encaixa-se belamente na teologia ampliada da salvação de Booth. Seria um meio de reestruturar a sociedade e um meio de trazer todo o mundo aos pés de Jesus. Todas as estruturas da sociedade poderiam ser transformadas de maneira que poderiam dizer sim a Deus.”13

“Esta teologia que afirma o mundo representa uma compreensão distinta dentro da comunidade evangélica.” Enquanto fundamentalistas e dispensacionalistas vêm no arrebatamento para fora deste mundo a solução para os males, o Salvacionismo e o wesleyanismo demonstram um menor interesse no fim dos tempos e um interesse agudo em aplicar a mensagem de salvação à humanidade sofredora.” Booth era pós milenialista e cria no envolvimento pleno do cristianismo neste mundo.. Isso implicava em uma igreja muito ativa pois cabia a ela implantar o Reino de Cristo na terra.14 A agenda do Exército era ativista: não simplesmente a provisão de serviços, mas agitação para assegurar que os males sociais fossem remediados através da reforma social.15

A confiança de que Deus estava interessado neste mundo deu a missão seu sentido de urgência e relevância. Era um Reino tanto deste mundo como do vindouro. A promessa do mundo vindouro poderia ser demonstrada na transformação prática de indivíduos e e instituições aqui e agora.16

Booth representava o poder da religião comprometida com este mundo tanto quanto com o vindouro.17


5) Sua relevância para a era pós moderna

“O grande clamor do mundo é por senso renovado de esperança e otimismo, uma visão integtrada da criação e uma fome por significação pessoal. Booth oferecia uma visão da criação que era otimista e afirmava a vida; uma visão da salvação que abraçava o mundo, tanto espiritual como material; e um plano de campanha que foi localmente prático e proveu um senso de significado individual que era universalmente aplicável. Para que a religião funcione para as pessoas ela deve ser capaz de harmonizar sua fé com o mundo que experimentam – isto deve nos prover um mapa confiável.”18


6) Nossa busca

“O que faz uma denominação um 'movimento de santidade' é entretanto mais do que assinar embaixo da doutrina. A santidade é um padrão a ser observado pelos membros desse movimento. Mais que isso, é uma experiência conhecida em suas vidas.”19

“Minha observação é que, comparados aos cristãos de outros movimentos de 'santidade', os salvacionistas frequentemente parecem não estar conscientes que a doutrina de inteira santificação é central às crenças de seu movimento, ou, de fato que é parte dessas crenças.

Muitos de nós que somos baby boomers20 ou ainda mais velhos, nos tornamos soldados com pouco ou nenhum ensino sobre essa doutrina... Em maneiras significativas o salvacionismo tem experimentado uma renovação nos anos recentes e está mais saudável espiritualmente hoje do que há cinquenta anos atrás, particularmente entre os seus jovens... há um despertamento genuíno entre os salvacionistas e em muitos lugares um desejo para ver a doutrina da santidade ensinada21... Ao mesmo tempo, a vida espiritual do movimento está sendo conduzida a diferentes direções. Há em alguns quadrantes expressões de adoração e ensinos sobre 'espiritualidade' que remontam ao catolicismo... em outro extremo há, em muitos lugares, um abraçar das coisas pentecostais.”22


7) Novos ventos estão soprando

“Nós estamos testemunhando um renascimento de escritos e academia wesleyanos”23
Contribuímos nas equipes das Reflecting God Study Bible e Wesley Study Bible.

No salvacionismo mundial “Emergiu em tempos recentes uma forte consciência social que está buscando responder os assuntos de justiça. Ao mesmo tempo há um interesse renovado na doutrina de santidade - uma vida vista geralmente como semelhança com Cristo através do poder do Espírito... O desafio é afirmar e abraçar as duas e assegurar que sejam plenamente integradas para que a experiência do amor perfeito se torne a força motriz para a consciência social.”24


8) Nossa responsabilidade e oportunidade

“Os sucessores de John Wesley foram criticados por não desenvolverem a doutrina de seu líder... 'havia uma doutrina de John Wesley – a doutrina da perfeita santificação – que deveria ser levada a um desenvolvimento ético grande e original; mas a doutrina não cresceu, parece que ela está onde Wesley a deixou.
Há uma falta de gênio ou coragem para tentar a solução das imensas questões práticas que a doutrina sugere. As questões não foram levantadas – muito menos resolvidas. Suscitá-las efetivamente, de fato poderia originar uma revolução que poderia ter tido um efeito mais profundo sobre o pensamento e a vida, primeiro da Inglaterra, e então do resto da cristandade – do que foi produzida pela Reforma no século XVI.”25


Notas:

1Exército de Salvação, História da Salvação, 1998, p. 81.

2Alan Harley, Word & Deed, Maio de 2009, p. 5 ss.

3A Return to Holiness em Word and Deed, Novembro de 2003, p. 1, Editorial, Jonathan Raymond e Roger Green, citando o Fundador.

4 Dr. Roger Green, PhD. CD 1 Faixa 6.

5 Dr. Roger Green, PhD. CD 1 Faixa 7.

6Roger Green, Volume 7 Faixa 1 IV.B.4.

7ISBE, James Orr, 1939, verbete sobre santificação.

8Word and Deed, Novembro 2003, R. David Rightmire, sobre Brengle.: “Igualmente importante para sua influência como professor de santidade, entretanto foi seu compromisso vitalício com o evangelismo de santidade. 'Ganhar almas' estava diretamente relacionado à sua preocupação em levar as pessoas à experiência da inteira santificação, acreditando que a santidade era o objetivo final da salvação... Enfatizando a necessidade de reavivamento na igreja, confrontou as condições e impedimentos para este, considerando o evangelismo em última instãncia como um meio para transformação pessoal e social

9Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã, Walter Elwell, Volume II, abril de 1990, verbete Movimento de Santidade (Holiness) no Brasil.

10Jonathan Raymond em Word & Deed, Primavera de 2001, p. 24.

11Roger Green, CD 12 faixa 1.

12Alan Harley, Word & Deed, Maio de 2009, p. 13.

13Roger Green Volume 4 Faixa 1 – II.D.2.

14 Dr. Roger Green, PhD. Volume 4 Faixa III.A.

15Boundless Salvation, An Historical Perspective on the Theology of Salvationist Mission, John Cleary, Australia, Sixth Draft, p. 43.

16Boundless Salvation, An Historical Perspective on the Theology of Salvationist Mission, John Cleary, Australia, Sixth Draft, p. 44.

17Boundless Salvation, An Historical Perspective on the Theology of Salvationist Mission, John Cleary, Australia, Sixth Draft, p. 46.

18Boundless Salvation, An Historical Perspective on the Theology of Salvationist Mission, John Cleary, Australia, Sixth Draft, p. 73.

19Alan Harley, Word & Deed, Maio de 2009, p. 5.
20Nascidos entre 1946 a 1964.

21Negrito e sublinhado acrescido pelo compilador deste trabalho.

22Alan Harley, Word & Deed, Maio de 2009, p. 10.

23Alan Harley, Word & Deed, Maio de 2009, p. 12.

24Alan Harley, Word & Deed, Maio de 2009, p. 15.

25R.W. Dale, Congregacional em fala aos líderes e povo das Igrejas Livres Britânicas em 27 de julho de 1879.

A agenda de Deus para os homens

A agenda da Igreja: qual é o seu foco?

Mateus 25.31-46 (Ver também Is 58.6-12, Mt 7.21-23.2)

Pr. Dionisio Oliveira

Nossa vida é organizada pela prioridade que determinamos como nosso foco. Onde colocamos nossa atenção e nossos interesses prioritários. Há muita influencia que pode desviar nosso foco e impedir de chegarmos onde deveríamos chegar. Às vezes estes desvios são tão envolventes e atrativos que nem damos conta de que estamos fora do plano. Este é o perigo para nós como pessoas, particularmente, e para nós como membros da Igreja, cuja agenda também pode estar sendo influenciada pelas nossas agendas particulares. Jesus nos convida a pensar e rever nossas agendas é fazer isso a partir da prioridade e justiça do seu Reino para que a agenda da Igreja seja uma surpresa agradável na vinda do Rei. Alguns princípios presente no texto supracitado serão indicadores para essa revisão.

1. A agenda da igreja é definida pela prioridade ao serviço às pessoas, ao ser humano de forma irrestrita, pois, segundo as palavras de Jesus não se limita aos irmãos de igreja e nem mesmo aos amigos. A agenda se faz com o foco em gente. Com isso em mente voltamos ao texto e veremos o próprio Jesus reafirmar esse fato, pela sua identificação com todas aquelas classes de pessoas que ele cita. E sabemos que a lista não é exaustiva, mas apenas indicativa. Ou seja, nossa agenda deve ter como prioridade e ser definida com a atenção àqueles que passam fome, que passam sede, aos expatriados, doentes e presos. Outra coisa que não podemos deixar de considerar é que Jesus não questiona as razões que os levou a estas situações.

2. Qualquer outro foco escolhido, desqualifica a agenda da Igreja como válida. Como sinal do Reino e também como símbolo do mesmo a Igreja não terá sua identidade confirmada e o seu discurso sobre Deus e sobre o seu amor não encontrará repercussão em sua existência caso o foco não seja o serviço comprometido e ativo para com a pessoa humana. Quando falamos de “sinal” e igreja como sinal do Reino, estamos falando de uma representação ativa, ou seja, de algo que a Igreja faz, do seu modo de agir fundamentado na “justiça” do Reino. Algo que impulsiona suas ações e autentica seus atos como cooperadora de Deus. Quando falamos de “símbolo” falamos da igreja mais passiva, falamos dela como uma representação, algo que foi convencionado para lembrar algo, mas sem necessariamente, envolver atividades em função desse simbolismo. Pelo símbolo cada pessoa pode ser motivada a fazer uma coisa que lhe interessa. O sinal exige uma ação determinada. Muitas vezes a igreja tem sido um “símbolo” do Reino. É apreciada, é respeitada, mas nunca provoca uma autorreflexão nas pessoas e na sociedade, dentro do padrão exigido pela justiça de Deus. Como sinal do Reino é diferente, pois, ela participa ativamente do Reino em obediência e reverencia ao seu Rei, e é por meio disso que ela é reconhecida e contestada, amada e odiada, cumprindo o que seu Rei já havia antes afirmado.

3. A agenda da Igreja precisa coloca-la mais como sinal do que como símbolo do Reino. Como sinal o foco indispensável que deve definir toda a sua agenda, segundo Jesus, é a pessoa humana nas suas mais diversas carências. Quando perdemos ou mudamos o foco, mesmo assim, muitas coisas atraentes continuam a acontecer na igreja. Há muita coisa significativa que pode continuar ser feita pela Igreja, que lhe trás “status” e reconhecimento público etc. (Ver Mt 7.21-23). Contudo, se a pessoa humana não é a prioridade, a Igreja deixou de fazer o que era fundamental e caminha perigosamente a ser o objeto da reprovação escatológica do Rei do Reino (Mt.25.44-46). Isso é perigoso e exige reflexão. Mas, algo tem acontecido que parece impedir a Igreja de ver o rumo que está seguindo como ocorreu com o grupo questionado pelo Rei. Eles como que surpresos e perplexos perguntam ao Rei “ quando é que fizemos isso que o Senhor está nos dizendo?”(vv.44). Com certeza, não faltaram atividades para este grupo, e a surpresa talvez seja essa: “meus Deus fizemos tanta coisa e agora estamos sendo penalizados?” Sim, conforme vemos no texto, mas não por falta de atividades, e sim por o foco ter sido mudado. A solidariedade que é marca do Rei e do seu Reino não era a do grupo. Concluindo é possível afirmar que da mesma forma que ocorreu com o segundo grupo é possível ocorrer com a igreja. Ter atividades mil, e no final ser surpreendida ao saber que a motivação estava errada e o foco não ter sido o que o Reino exigia. A palavra final do Rei pode ser de duas formas: “Venham benditos de meu Pai, recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a fundação do mundo”(v.34), ou “Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”(v.41). Será que haverá alguma injustiça na ação do Rei? Se tomamos as pessoas como qualquer coisa e a colocamos em ultimo lugar na nossa lista de preocupações, sabendo que o própria Jesus assumiu cada um de nós como prioridade máxima em sua vida? E por isso assumiu todas as consequências? Será que há alguma injustiça na decisão do Rei se usamos as bênçãos do Reino para sermos servidos e não para servir como Jesus deu-nos o exemplo? (v.Mc.10.45). Se pararmos um minuto apenas para pensar veremos que a “justiça” do Reino é perfeita, pois não há coisa mais valiosa do que a vida humana, e não há gesto que manifeste mais a realidade de Deus e Cristo como enviado Dele quando uma pessoa é acolhida pelo amor de outra pessoa.

Termino propondo para todos que ao invés de vermos qualquer injustiça da parte do Rei, que analisemos a prioridade e o foco de nossa agenda. É ela que tem influenciado para o bem ou para o mal a agenda que escolhemos para nossa igreja.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Namoro na adolescência


Qual é a idade ideal para começar a namorar?

Muitos ficam surpresos quando descobrem que não é a idade biológica que conta, mas sim a maturidade espiritual e a emocional que determinam se uma pessoa já tem idade para namorar. Maturidade é saber impor-se limites e frustrações a curto prazo a fim de usufruir benefícios maiores a longo prazo. Um jovem está maduro para namorar quando demonstra responsabilidade e capacidade para abrir mão do prazer imediato em prol do futuro. A este respeito, o Pr. Edson A. de Sousa apresenta uma interessante ilustração em seu livro "O divórcio começa no namoro".

Ele conta de uma pesquisa feita com crianças que dizia assim: Ao que tudo indica um cientista pode prever o futuro ao observar crianças de quatro anos de idade interagirem com um docinho. O pes­quisador convida as crianças, uma de cada vez, em um quarto comum e começa o seu gentil tormento: "Você pode comer este docinho agora" Ele diz: "Mas se você esperar até que eu resolva um assunto, você poderá ficar com dois docinhos quando eu voltar". E então ele vai embora. Algumas crianças agarram o doce no minuto que ele sai pela porta. Outras duram alguns minutos antes de desistirem. Mas outras estão determinadas a esperarem. Elas cobrem os olhos, abaixam a cabeça, ficam cantalorando, tentam brincar ou até mesmo caem no sono. Quando o pesquisador retorna, ele dá a estas crianças os seus "suados docinhos".

Uma pesquisa entre os pais e professores destas crianças, revelou que aquelas que tiveram a firmeza para esperar pelo docinho geralmente se tornavam adolescentes mais ajustados e confiantes. As que logo caíram na tentação se frustraram facil­mente. Dobravam-se sob pressão e se intimidavam diante dos desafios e não aprenderam a lidar com frustração.

Iniciar um namoro numa idade precoce é algo que traz muitos riscos e acaba privando o adolescente de uma série de coisas legais típicas da idade devido aos ciúmes possessivos característicos dos namoros.  Não é sábio queimar as etapas da vida. "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec 3:1).

O adolescente não está preparado para namorar enquanto não tiver desenvolvido sua maturidade espiritual e emocional a ponto de dizer não à pressão sexual. Não acenda um fogo que não pode apagar. Não ir longe demais depende da maturidade, força de vontade, sua capacidade de dominar-se.

Você entrou num namoro só por causa dos beijos e carícias? Cuidado! Pois eles representam um grande atrativo, mas costumam cegar nosso entendimento para outras áreas importantes do relacionamento. Numa dessas, você pensa que o(a) garoto(a) é um príncipe (ou princesa), e, de repente, você está com o maior "sapo" nas mãos.

O ideal seria que todo o namoro começasse com uma boa amizade, onde um pudesse conhecer melhor o outro, sua personalidade, temperamento, caráter, afinidades e hábitos. Tem muito relacionamento amoroso que só se sustenta por conta da atração física. Quando um namoro está focado em beijos, amassos e sexo, os envolvidos acabam não se conhecendo profundamente como deveriam, pois o interesse sexual e a paixão acabam cegando-os para os defeitos um do outro.

Embora a maturidade emocional seja preponderante, a idade biológica não pode ser completamente descartada como sinal de que alguém está pronto para começar a namorar. Quanto mais cedo se começa a namorar, mais cedo também começa a prática sexual. Além dos danos emocionais e espirituais, preocupa bastante a questão das doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce, pois 22% dos nascidos no Brasil são filhos de mães adolescentes (Fonte IBGE 2009).


"Ficar" é uma curtição que pode custar caro

Não devemos tratar os outros como se eles fossem objetos da nossa satisfação. Não é correto também brincar com os sentimentos dos outros e nem mesmo arriscar os seus. Beijos na boca não podem ser tratados como coisa qualquer, pois é algo muito íntimo e pessoal. Devemos ser mais criteriosos neste assunto. Muita gente acaba se ferindo por conta de relacionamentos fingidos e levianos.

Sinceramente, você se casaria com uma pessoa que já "ficou" com todo mundo e que, na realidade, nunca "ficou" comprometida com ninguém?

Ficar é fria! Ficar é coisa leviana! Respeite a si mesmo e aos outros. Aja com responsabilidade considerando o futuro. Cuidado, pois "aquilo que o homem plantar, isto mesmo irá colher" (Gl 6.7).
Nas Escrituras Sagradas temos princípios de vida revelados pelo Criador para o bem-estar de todas as suas criaturas. Ele conhece o caminho das pedras. Devemos aprender a confiar em Sua sabedoria. Deus Se preocupa com nosso amadurecimento espiritual é por isso que nos pede pureza com relação ao assunto do sexo (2Co 11.2; Tt 2.4,5,14; I Pe 3.2).

A Bíblia não é um livro obsoleto. É importante darmos atenção ao conselho de Paulo a Timóteo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm.3.14,15)

Fuja das paixões da mocidade (2Tm 2.22). Fuja até da aparência do mal (1Ts 5.22). Não se exponha a tentação (Gl 6.1). Os adolescentes são por demais sujeitos a influência do grupo, portanto, devem evitar as más companhias (2Co 6.17). Não devem estar na roda dos escarnecedores (Sl 1). As más conversações corrompem os bons costumes” (1Co 15:33). Não namore com pessoas que não sejam bons cristãos (2Co 6.14). Cuidado com atitudes e vestimentas sensuais. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus“ (Rm 12.2). Cuidado com a pornografia. “De que maneira poderá o Jovem guardar puro o seu Caminho? Observando-o segundo a tua palavra” (Sl.119.9). “Purificando as vossas almas pelo Espírito, na obediência à verdade” (1Pe 1.22).

Bispo José Ildo Swartele de Mello
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Resumo, fotos e vídeo do abençoadíssimo encontro da Fraternidade Wesleyana de Santidade 20/10/11


O Pr. Flavio Valvassoura trouxe uma excelente palestra enfatizando o papel primordial da Palavra de Deus no processo de Santificação, baseado em João 17 no encontro da Fraternidade Wesleyana de Santidade realizado no dia 20 de Outubro de 2011 na Igreja Metodista Livre de Mirandópolis, que contou com a participação dos pastores Ataulfo Sá, Eduardo Reis Filho, Douglas Alves Lima da Metodista Wesleyana; pastores Flávio Valvassoura, Daniel Cavalari e Francisco Borges da Igreja do Nazareno; Comissário Oscar Sanchez e Major Wilson Flávio do Exército de Salvação, Pastor Eduardo Goya da Holiness, Bispos Adriel Maia e José Carlos Peres da Igreja Metodista e Bispo Ildo Mello e pastores Dionísio Oliveira, Ana Maria Tafelli e Carlos Shigueru Aoki da Igreja Metodista Livre.
Depois abrimos debate sobre como aprimorar o papel da igreja local, dos concílios e do seminário na formação de pastores cheios do Espírito Santo que articulem bem a Palavra da Verdade e a doutrina da santificação.

A próxima reunião ficou marcada para o dia 17 de Novembro às 9 h no Exército de Salvação na Rua Juá, 264. 
Estamos planejando realizar o primeiro encontro do ano que vem no mês de Fevereiro na Igreja do Nazareno em Campinas, contando com a presença do Dr. Kevin Mannoia.

Fotos
Vídeo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Será mesmo que Deus quis assim?

Será mesmo que Deus quis assim?

Por José Ildo Swartele de Mello


Reflexão sobre soberania de Deus e a liberdade humana.
Em favor de uma ação proativa regada por muita dependência de Deus e que nos livre da acomodação e do fatalismo de um lado e da autossuficiência presunçosa de outro.

É muito comum hoje me dia, mas muito comum mesmo, você ouvir uma pessoa falando para a outra, coisas desse tipo: não se preocupa não, a vontade de Deus vai acontecer; foi Deus que quis assim - quando algo já aconteceu. Não podíamos evitar? O que fazer agora, a não ser nos rendermos aos desígnios de Deus? Já estava escrito! Não é muito comum frases dessa natureza?

A questão que a gente levanta agora é: será que estas frases se aplicam a todos os casos? Será que tudo, absolutamente tudo que acontece é vontade de Deus? Será que a vontade de Deus se cumpre automaticamente nas nossas vidas? Na nossa história, de modo que, não importa o que aconteceu, não importa o que vai acontecer - tudo é vontade de Deus. Será? - E aí? Pára pra pensar.
Quanta gente, mas quanta gente mesmo não está acomodada, não está se escondendo, escondendo o seu medo, escondendo a sua preguiça atrás da celebre frase: “Deus quis assim”! Mas pense bem, será que poderia ter sido diferente?

Por que é que Jesus Cristo nos ensinou a orar: “venha a nós o teu Reino, seja feita a tua vontade aqui na terra, assim como ela é feita no céu”? Se a vontade de Deus fosse algo que se estabelecesse, que acontecesse de maneira automática, por que é que nós precisaríamos orar, pedindo a Deus que sua vontade se realize? Por que razão teria Jesus ensinado seus discípulos a pedirem que o Reino de Deus viesse a eles se tudo o que acontece, fosse, afinal de contas, fruto, produto da vontade de Deus?

Por que é que teríamos que buscar em primeiro lugar o Reino de Deus? E por que se faria necessário inúmeras exortações para que façamos a vontade de Deus? Para que tantos discursos convocando e conclamando o povo ao arrependimento, a obediência, a busca da vontade de Deus, se a vontade de Deus fosse uma coisa que acontecesse sempre? A gente não precisaria nem buscar! A gente não precisaria nem se preocupar com essas coisas! Pois toda a vontade divina estaria predeterminada a acontecer de um jeito ou de outro. Neste caso, nós não passaríamos de marionetes nas mãos do Criador ou atores a desempenhar um papel previamente escrito. Mas, se Jesus nos ensinou a orar pedindo, clamando e buscando a vontade de Deus, é porque, se não o fizermos, o resultado será diferente. Ou seja nossa ação é bastante relevante neste processo de construção do futuro.

Era a vontade de Deus ou não era de que Adão e Eva morassem num paraíso? Mas, por desobediência, Adão e Eva foram expulsos do paraíso. – Foram expulsos por que Deus quis assim? Foi este o plano original de Deus? Foi para isto que Deus criou Adão e Eva? Os criou para pecarem? Os criou para a desobediência? Os criou para um dia os expulsarem do paraíso? Reflita sobre isto. Poderia ter sido diferente! – Mas foi? – Não! Era vontade de Deus que uma coisa acontecesse - que eles vivessem no paraíso em obediência a Deus, desfrutando da comunhão com Deus e com toda a criação. Mas, entrou o pecado, entrou a rebelião.

Não era da vontade de Deus, também, que povo hebreu, que foi liberto, milagrosamente do Egito, entrasse em Canaã e possuísse a Terra Prometida? Era ou não era a vontade de Deus? E o povo entrou? – Com exceção de Josué e Calebe, todo o povo pereceu no deserto por causa do pecado.

Não era a vontade de Deus que Moisés entrasse na Terra Prometida? – Era, mas, Moisés também cometeu um pecado, que o impediu de entrar.

Era vontade de Deus, que o Templo fosse destruído, que Jerusalém fosse queimada e que milhares morressem e outros tantos fossem escravizados? Ah, jamais foi vontade de Deus algo horrendo assim. Mas isso aconteceu em decorrência das decisões humanas, contrariando a vontade de Deus.
Foi vontade de Deus a Primeira e Segunda Guerras Mundiais? As mortes, os assassinatos? É vontade de Deus que alguém repita de ano? É vontade de Deus que alguém passe miséria? É vontade de Deus que alguém se prostitua? É a vontade de Deus que as pessoas estejam nas drogas? É a vontade de Deus que as pessoas estejam distantes, cada dia mais distantes de Deus?

Muitas vezes professamos: Deus existe! Mas vivemos como se ele não existisse. Ignorando a sua palavra, ignorando as Escrituras Sagradas. Por falar nas Escrituras, é vontade de Deus que você leia a Bíblia ou não? É vontade de Deus que você conheça e maneje bem a palavra da verdade ou não? Mas, quantos de nós conhecemos a Bíblia como a palma de nossa mão? Quantos de nós valorizamos as Escrituras Sagradas? Então, aquilo que muitas vezes é vontade e propósito de Deus para as nossas vidas, encontra em nós mesmos impedimento e obstáculo para se cumprir. A vontade de Deus, e nós sabemos muito bem, não se realiza instantânea e automaticamente no mundo. Nem mesmo nas nossas vidas.

Dois perigos: A autossuficiência de um lado; acomodação do outro. Os crentes vivem sempre correndo o risco de cair em um desses pecados.

Tem um texto maravilhoso que diz: “(...) se o SENHOR não guardar, em vão vigiam as sentinelas" (Sl 127:1). Esse texto é muito equilibrado, de modo a ajudar a gente a ficar longe do perigo da autossuficiência, achando que tudo depende de nós, ou seja, que agora é tudo por nossa conta e risco. Que nós não precisamos de Deus. Que nós não dependemos de Deus, mas somente de nossa capacidade, instrução, esperteza, sabedoria, habilidade, experiência, contatos, recursos e bens materiais. De tudo aquilo que amealhamos em termos de cultura, de saber, de relacionamentos. Mas, na verdade, não dependemos destas coisas e nem de nós mesmos. "Nossa suficiência vem de Deus!". Precisamos ser humildes para reconhecer que não estamos com esta bola toda, tipo, "eu faço e aconteço" e que não somos senhores do nosso próprio destino. Então, tem muita arrogância, muita petulância, muita autossuficiência. Muita gente se achando. Muita gente desprezando a ajuda do Senhor. Muita gente está estribada no seu próprio conhecimento, no seu saber, nos seus recursos e em tudo o que domina. Esse é um perigo. E para esse perigo tem um versículo: "se o Senhor", sim, "se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os operários. Se o Senhor não guardar, em vão vigiam as sentinelas". E, depois diz: não adianta acordar de manhã cedo. Deitar tarde. Trabalhar, dar um duro danado. Nada do esforço humano redundará em algum fruto se não houver a benção de Deus. Isso é uma rasteira na nossa autossuficiência. Dependemos da ajuda de Deus: "Se não fora o Senhor que esteve ao nosso lado, ora diga Israel!" (Sl 124).

Agora, tem um outro perigo é o da acomodação oriunda de um conceito fatalista, que atribui tudo aos desígnios de Deus. A gente diz assim: "Ah, a gente depende mesmo é da proteção do Senhor. Não é mesmo? Então, nem vou trancar a porta de casa. Nem vamos ter de vigiar. E nem precisamos de guarda na rua". Esse não seria o outro extremo? O extremo da acomodação. – Ah, deixa tudo por conta de Deus! A vontade de Deus vai se cumprir automaticamente. O Senhor guarda automaticamente. Tem gente que pensa assim. - Eu não preciso fazer nada, Deus vai fazer tudo por mim!


Os preguiçosos e acomodados costumam se deleitar com o texto que diz que aqueles que são de Deus, que são amados por Deus, recebem bênçãos mesmo quando estão dormindo (Sl 127.2) Aí, os acomodados abrem aquele sorriso e falam assim: "não preciso nem trabalhar. O negocio é dormir, pois quanto mais eu durmo, mas Deus me abençoa". Este é um grande equívoco, mas tem gente que lê a Bíblia muito mal. Tem gente que é analfabeto em Bíblia. Aliás, tem gente que lê a Bíblia de maneira seletiva, como uma caixinha de promessas - “vamos ver o que Deus tem pra falar comigo hoje”. Então, abre em qualquer lugar, começa a ler e diz - “não, isso não pode ser”. E segue procurando até achar alguma coisa que julga interessante para si; – “Oh! Senhor, obrigado!... Agora sim, o Senhor está falando comigo! Esta, sim, é palavra de Deus para mim. Já, aquela lá era Palavra de Deus para o meu vizinho chato".- “Aqui está uma Palavra de Deus boa para a irmã Maria ou para o irmão João, sim, eles é quem precisavam ouvir isto”. Então, essa maneira de ler a Bíblia é muito complicada.

Precisamos entender o que o texto bíblico quer nos comunicar. O Salmo 127 não é um convite a preguiça. A questão é a seguinte: tem gente que não guarda o dia do Senhor. Tem gente que trabalha de domingo a domingo. Tem gente que não tem parada. Tem gente que é workaholic, ou seja, um viciado em trabalho. Tem gente que acha que tudo depende dele, como certo pai de família que diz: “Ah, vocês ficam orando aí, mas quem traz o pão pra dentro de casa sou eu”. Muito arrogante achar que Deus não tem participação nenhuma no processo. Este espírito petulante de autossuficiência acaba distanciando o homem de Deus e leva ao estresse e ao esgotamento físico e emocional.

Deus vai abençoar a gente até no dia do nosso descanso, porque a vida do cristão precisa ser uma vida equilibrada, com pausa para descanso semanal. A cada sete dias um é de descanso. Um é consagrado especialmente ao Criador. Um é dedicado para adorar a Deus. Um dia para eu declarar que não dependo única e exclusivamente do meu esforço, do meu trabalho da minha competência, eu dependo de Deus, eu honro a Deus nesse dia. E não preciso sacrificar minha hora de descanso para ser bem sucedido. Posso dormir adequadamente confiando na providência divina. Eu descanso no Senhor. Deus está abençoando a gente de noite. Já está cuidando dos nossos negócios. Já está indo à frente. Como diz o Salmo 46, o Senhor se antecipa, providenciando socorro para os desafios do dia mesmo antes do sol nascer.

"Se o Senhor não guardar, em vão vigiam as sentinelas", mas a sentinelas precisam estar em seus postos fazendo a sua parte. Nossa própria ação de plantar e edificar se dá na certeza de que nosso trabalho não é vão no Senhor, pois ainda colheremos os frutos do nosso penoso trabalho. Deus não abençoa e não recompensa o preguiçoso. Jamais. “Vai ter com a formiga, oh preguiçoso”, diz o Senhor. Que estória é essa de não estudar e querer passar de ano, de não trabalhar e querer prosperar?

Meus amados irmãos, o vigia tem que estar acordado na hora do seu turno. Tem que estar em pé, fazendo o seu trabalho, contando com a cooperação de Deus.

Os planos de Deus não podem ser frustrados - Diz Jó 42.8. – Mas e aí, como é que fica? Se os planos de Deus não podem ser frustrados, então, tudo vai ser como Deus quer que seja?! - Não, não é bem por aí. Pois, devemos considerar o seguinte:

Não era plano de Deus que o povo de Israel um dia possuísse a Terra Prometida? – Era plano de Deus! – Aquela geração, por desobediência não herdou. Mas somente Josué e Calebe e os descendentes daquela geração herdarão a promessa. Podemos entender que o plano geral de Deus se cumpriu, embora os instrumentos e os meios possam variar. Outra coisa, quando Deus libertou o povo do Egito, o caminho e a trajetória até Canaã era uma trajetória relativamente curta, mesmo com uma multidão de mais de um milhão de pessoas, eles poderiam fazer isso facilmente, andando vagarosamente, dando muita pausa, no máximo em dois anos. Mas, devido a incredulidade e desobediência, o povo levou quarenta anos para pisar em Canaã. O propósito de Deus, os planos de Deus não são frustrados, mas os prazos podem
ser alterados. Os personagens podem mudar. Você está entendendo o que eu quero dizer com isso?

Então, há muita coisa em jogo, e a gente tem de parar de ser passivo ou meramente reativo. A gente tem de começar a ser proativo. Deus gosta de gente que toma iniciativa, que toma posição. Que decide, que escolhe. Que busca. “buscar-me-eis”, diz o Senhor, Isaías capítulo 55 e Jr 29.11, “e me achareis, quando me buscardes de todo o coração”. Está reparando? - Você já buscou a Deus de todo o coração? - Você sabe o que é buscar a Deus de todo o coração? - Você acha que vai ser abençoado automaticamente? Diz a Palavra de Deus: “buscar-me-eis e me achareis”, ou seja, Deus se esconde e se revela a quem ele quer, e ele está colocando uma condição para ser encontrado. Quando ele vir que as suas criaturas estão o buscando de todo o coração, ele se manifestará a elas. A bênção de Deus não se derrama no coração do homem de maneira instantânea, de maneira automática. Há muita diferença entre quem obedece e quem não obedece, entre quem busca e quem não busca. Entre Pedro e Judas.

Diz a Palavra de Deus, que é vontade de Deus que nós sejamos cooperadores com ele (1 Co 3.9). Cooperar com Deus é entrar numa parceria com sua vontade. Ele quer que nós façamos determinadas coisas. Ela quer que o vigia, vigie. Ele quer que o trabalhador da obra, trabalhe. Deus não vai construir a casa sozinho, porque Ele, há muito, decidiu que não deveria ser assim! Porque Deus escolheu realizar muitas coisas contando com a cooperação dos homens.

Quando Deus quer agir através de seu povo, ele busca alguém que se coloque na brecha. Ele busca alguém que seja obediente, alguém que atente para a sua palavra.

Se queremos ver algo construído, não podemos esperar que esse algo aconteça por um milagre de Deus, instantaneamente, quando Deus nos deu dons e talentos para tanto. Quando recebemos da parte de Deus, inteligência. Quando recebemos da parte de Deus, sabedoria. Técnica. Quando recebemos da parte de Deus, mãos, pernas, boca, olhos. Deus quer que façamos bom uso dos talentos que ele nos concedeu. Deus pedirá conta de cada um dos talentos concedidos as suas criaturas. Quer você goste disso ou não, quer que você creia nisso ou não, você foi criado por Deus, você é criatura de Deus, e recebeu de Deus muita coisa, e Deus vai pedir contas do uso que você tem feito de todas essas ferramentas que ele bondosamente lhe conferiu. Deus quer que façamos render o nosso talento. Deus quer que nós façamos bom uso dele de modo que venham a se multiplicar em muitos frutos. Não podemos esperar que Deus faça tudo por nós. Deus não quer que seja assim, Deus espera muito de nós. Deus pede muito de nós. Deus conta conosco para muita coisa. O apóstolo Paulo disse, inclusive em relação à pregação do Evangelho: "todo o que invocar o nome do Senhor, será salvo, mas como invocarão o nome de alguém de quem eles não têm o menor conhecimento; como creram, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados?" (Rm 10).

O desejo de Deus é que as pessoas sejam salvas, mas muitas pessoas não são salvas porque nós somos negligentes. Porque a nossa boca está calada. Porque o nosso testemunho é fraco. Porque estamos esperando que as pessoas se convertam automaticamente - como se isso fosse um problema exclusivo de Deus? - Não, isso é problema nosso! – nós somos colocados nesse mundo como testemunhas de Cristo, e se nós testemunharmos para alguém - podemos salvar a vida desse alguém. Pode ser que esse alguém, mesmo diante de nosso testemunho, venha a fechar o seu coração. Aí o problema não é mais nosso, é problema dele com Deus, pois nossa parte foi feita. Mas, ai de nós se não fizermos a nossa parte. Ai de nós se pecarmos por negligência, porque Deus não vai vir do céu para converter quem quer que seja, ele enviou a cada um de nós como suas testemunhas. Está entendendo? - Somos cooperadores de Deus. Isto implica numa sinergia, em uma participação conjunta.

Será mesmo que tudo o que aconteceu com a gente foi vontade de Deus? Quando a gente para, para olhar com mais cuidado, talvez a gente reconheça que poderia ter sido diferente se a nossa atitude tivesse sido outra. Talvez olhando assim, com mais cuidado, a gente possa aprender lições para não incorrermos em erros que venham a detonar o nosso futuro. Tem gente que pensa assim: meu negócio é apenas esperar em Deus. Este precisam ouvir o que diz o profeta Isaías a respeito do que realmente significa esperar no Senhor, algo que nada tem a ver com passividade, pois envolve ação de nossa parte, como andar, correr e até voar: “os que esperam no SENHOR renovarão as forças” (Is 40.31). A gente pensa que espera no Senhor é ficar de braços cruzados. A gente às vezes pensa que esperar no senhor é ficar lá dormindo. Tem uns que pensam que esperar no senhor é ficar parado, estático, esperando que Deus faça tudo sozinho; quando ele quer formar uma parceria conosco. Quando ele conta com a nossa cooperação. Quando a Palavra de deus diz que nós somos cooperadores de Deus.

Diz o profeta Isaías que esperar no Senhor é tudo, menos passividade. É tudo, menos inatividade. É tudo, menos preguiça, menos acomodação. Sabe o que ele diz que fazem os que esperam no Senhor? Os que esperam no Senhor voam, sim, voam! Sabe o que é voar? Voar implica em movimento. Os que esperam no Senhor voam como águia! Correm como jovens e não se cansam. Andam e não se cansam. Andam, correm e voam! Não estão parados. Devemos fazer a nossa parte, o que está ao nosso alcance. A sentinela deve estar a postos para vigiar contando com a proteção divina. Deus não vai fazer aquilo que nós mesmos podemos fazer, ele espera que nós façamos, que nós tenhamos atitude, que nós tenhamos coragem, que nós tenhamos confiança, que nós nos esforcemos, confiados no seu cuidado, esperando na sua provisão, como alguém que planta com dificuldade, arando e cultivando a terra, na esperança de que a chuva virá, de que as condições climáticas serão favoráveis para que chegue o dia da grande colheita porque sem a bênção de Deus, em vão será todo aquele sacrifício.

Há uma esperança. Há um esperar em Deus que nos leva a ação. Eu ser bem sucedido nesta área profissional, por isso me esmero, por isso eu me preparo, por isso eu vou adiante. Eu espero, mas eu não espero sentado, eu não espero dormindo, eu espero andando, eu espero correndo, contando com a graça de Deus. Eu espero que o meu lar seja uma bênção, mas no que depender de mim, eu vou agir para que seja. Eu não vou esperar que a pessoa ao meu lado mude, eu vou ver seu eu posso mudar antes, se alguma coisa em mim pode ser mudada. Eu não vou esperar que meus filhos mudem, quando eu preciso olhar pra mim, para ver se eu posso mudar em alguma coisa para o bem do desenvolvimento deles. Eu não vou esperar que o mundo mude ao meu redor, quando as mudanças que eu posso produzir, as maiores, são aquelas que começam em mim mesmo.

Tem a teologia do Zeca Pagodinho que diz "deixa a vida me levar, vida leva eu", mas, eu gosto mais da do Geraldo Vandré, que canta "quem sabe faz a hora, não espera acontecer"! E Deus gosta dessa atitude, sabia? Está olhando pra você. Coragem! "Sê forte e corajoso!" Levanta! faça a obra de um evangelista! Seja uma bênção na tua casa!

O seu futuro não está escrito, você pode escrever com Deus uma linda história. Você não é uma tabula rasa, não é um mero produto do meio e nem um objeto passivo das determinações divinas, Deus deseja que você interaja com ele para a construção de seu futuro e para a transformação do mundo ao seu redor. Você com a ajuda do Senhor pode edificar algo bonito, “porque de Deus somos cooperadores” (1 Co 3.9).



Vídeo da mensagem do Bispo Ildo na imel de Mirandópolis em 31 de Julho de 2001
Será que tudo o que acontece é vontade de Deus?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estudos para casais

Palestra Do Bispo Ildo Encontro de Casais Imel de Braz Cubas