sexta-feira, 11 de maio de 2012

Reunião de líderes da Fraternidade Wesleyana de Santidade realizada no dia 10 de Maio na Sede Nacional da Igreja Metodista

Reunião de líderes da Fraternidade Wesleyana de Santidade realizada no dia 10 de Maio na Sede Nacional da Igreja Metodista em São Paulo.
O grupo de Fraternidade Wesleyana de Santidade, que reúne várias igrejas de tradição wesleyana, se encontrou novamente na manhã de ontem (10), nas dependências da Sede Nacional da Igreja Metodista em São Paulo.
O encontro iniciou-se com uma devocional dirigida pelo bispo da Igreja Metodista Livre, bispo Ildo Mello, que abordou o texto bíblico de Atos 9.36-43, seguido do testemunho do Pr. Luciano Gandini sobre a vivência da doutrina da Santidade na Igreja do Nazareno. Houve também um abençoado momento de oração em pequenos grupos de 3 pessoas. Os líderes wesleyanos discutiram uma possível parceria com a Azusa Pacific University visando oferecer cursos especializados em Doutrina Wesleyana aos pastores e líderes leigos de origem metodista. 
A segunda metade da reunião foi dedicada a seguinte questão: 
"Como articular a doutrina da santidade diante dos desafios contemporâneos que assolam a família?" Form preciosos momentos de ouvir uns aos outros. Ficou decido que o assunto será aprofundado em futuros encontros da Fraternidade Wesleyana de Santidade. O encontro foi finalizado com um saboroso almoço oferecido pela Sede da Igreja Metodista. 

Para saber mais sobre o Grupo de Fraternidade Wesleyana e o resultado das últimas reuniões acesse Fraternidade Wesleyana de Santidade ou o Blog da Santidade.

O que é Grupo Fraternidade Wesleyana de Santidade?
Grupo de representantes das Igrejas de Herança Wesleyana busca uma compreensão mais aguçada da obra de santificação que Deus opera em indivíduos e em comunidades inteiras. O objetivo é aprender uns com os outros, buscando encontrar as melhores formas de articular a mensagem de santidade no contexto atual e jus ao nosso legado histórico, a medida que também busca-se evitar as armadilhas do legalismo de um lado, e de uma "graça barata" de outro, que trata o tema da santidade como algo apenas posicional e não vivencial.
Veja o álbum de fotos da reunião que aconteceu na Sede Nacional dia 10 de maio.
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sábado, 5 de maio de 2012

Crescendo em Estatura, Sabedoria e Graça


Mensagem aos pais e crianças no décimo aniversário da Todo Mundo Feliz em 5 de Maio de 12 em Santo André expondo Lucas 2.52 que conta que o menino Jesus crescia em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Um exemplo para todos nós!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Correntes e Afluentes da Igreja no século XXI


Correntes e afluentes da igreja no Século XXI
Baseado em Ezequiel 47
Dr. Kevin Mannoia falando aos alunos da Faculdade Metodista Livre de São Paulo

O Grande Rio do Reino de Deus que leva vida no deserto deste mundo tem muitos afluentes que levantam o nível d'água deste Rio. Alguns afluentes importantes que estão sendo renovados são:

1) Afluente Reformado - Movimento reformado, experimentando uma renovação na ênfase no evangelho proposicional, que busca sistematizar a teologia. 

2) Afluente mais sacramental que está, de maneira renovada, explorando as raízes e o entendimento dos mistérios de Deus, pois reconhece que não podemos conhecer Deus perfeitamente, muito ainda é mistério para nós, tal movimento busca aprofundando na busca de intimidade com Deus. 

3) Afluente passado/futuro, renovado interesse em redescobrir práticas antigas da igreja que possam ter relevância para os desafios presentes em busca de um futuro melhor. Redescobrir a força de transformação do passado que possa impactar as novas gerações. 

4) Afluente de santidade wesleyana - onde a mensagem de santidade está sendo posta como ponto central para promover unidade e transformação no tempo presente. Mensagem de santidade articulada de maneira contemporânea para alcançar esta geração. 


Estes afluentes deságuam no Rio Comum de Deus. Cada afluente acabou edificando estruturas com o propósito de dar vazão ao movimento das águas. Mas, o problema é que as estruturas acabaram crescendo a ponto de ultrapassarem o nível da água, de modo a não servirem mais como canais, mas, sim, como barreiras que represam as águas. As estruturas das igrejas não são mais importantes que o movimento do Rio de Deus. Legalismo e institucionalismo acabam represando as águas. Mas, graças a Deus, muitos estão reconhecendo o problema e estão ajustando as estruturas para permitirem o livre movimento das águas! As denominações não vão acabar, mas devem dar prioridade a grande correnteza do Rio de Deus. 


Oito mudanças que estão acontecendo na Igreja na atualidade, principalmente no movimento contemporâneo de santidade:

1) Aumento de pensamento integrado neste período pós-moderno. Missão mais integrada com o contexto de nossas comunidades. E a própria vida pessoal não está mais sendo vista em termos de divisões internas com diversos compartimentos estanques, pois tudo está sendo percebido como estando mais integrado, de modo que o cognitivo transforma o comportamento, que, por sua vez, impacta o emocional, e assim por diante.
2) Estamos vendo uma mudança para uma ênfase prática para o utilitarismo reflexivo. Ou seja, o sentimento utilitário, que é o desejo de ser útil e relevante, busca ações que produzam efeitos palpáveis, mas isto como fruto  de reflexão derivada da sensibilidade às necessidades humanas globais. Há muito mais reflexão antes da adoção de uma postura ou método utilitário. Reflexão e prática.
3) Outra coisa que se observa é que os conflitos de geração estão diminuindo. Percebe-se que mais e mais líderes novos estão demonstrando apreço pelas coisas antigas. Eles estão procurando a sabedoria das gerações anteriores.
4) Igrejas estão encarando as estruturas como servos da missão. As estruturas estão começando a se submeter a missão da Igreja.
5) Está crescendo uma cosmovisão mais plena que inclui todos os aspectos da vida humana. Está sendo diluída a dicotomia entre corpo e espírito. Pois estamos percebendo que existe uma espiritualidade do corpo. Ecologia tem implicações espirituais e vice-versa.
6) Há um movimento de afastamento de posições fundamentalistas que promovem escapismo teológico e escatológico, que enxergam a salvação apenas em termos de uma passagem para o céu, desconsiderando o papel da igreja como principal agente do Reino de Deus que tem como missão salgar e iluminar o mundo. 
7) O papel das denominações está mudando para não basear-se puramente em autoridade, mas para tornar-se mais uma rede ministerial com vistas a capacitar pastores e igrejas para o cumprimento de sua missão.
8) Estamos vendo um crescimento da ênfase em transformação holistica. Uma mensagem que transforma o homem para ele venha a refletir a natureza de Deus. De modo que a natureza de Deus seja apropriada através de nossa rendição completa para que experimentemos uma transformação holistica que se torna visível para o mundo e que tenha efeito nas relações sociais, impactando o mundo ao nosso redor. Cristo em nós!

As águas de um rio estão sempre em movimento, se não, deixam de ser rio; E, águas paradas acabam cheirando mal.

Queremos ver pastores e líderes de distintos afluentes abraçando estas mudanças para que o rio de Deus aumente, espalhando vida por toda a terra.


Anotações do Bispo Ildo Mello

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A cidadania e a missão na vida de santificação



Leia: Mateus 25. 31-46.

Introdução

Antes de entrarmos em consideração quanto ao texto bíblico básico, precisamos situar o livro de Josué, para não perdermos a dimensão do todo, onde cada versículo ou capítulo ou livro precisa ter presente a mensagem central da Bíblia Sagrada: o Projeto de Deus para a salvação da humanidade. Precisamos evitar as leituras isoladas que fragmentam o texto bíblico, despistando a compreensão global da Palavra de Deus. Neste sentido é importante buscar a finalidade do texto no original: contexto, diversas re-leituras[1] já feitas e onde estamos nós hoje.
Portanto, há necessidade que o sentido do texto possa ECOAR no clamor dos que não tem seus direitos de cidadania garantidos (os sem vez e sem voz – à eles são cobrados somente os seus deveres), encontrando em nós respostas encarnadas em nossos gestos e atitudes, para que a Palavra do Deus Javé possa tornar-se humanizada e trazer a esperança do Cristo Ressuscitado, e aí então a santidade bíblica exercerá a função que lhe é própria: reformar a nação e particularmente a Igreja.

Santidade Bíblica, um questão missionária encarnada

Iniciemos então percebendo como é o livro de Josué dentro do contexto da Bíblia. Ele é parte para alguns biblistas do Hexateuco, onde o processo de promessa e cumprimento da libertação definitiva ganha o clímax na conquista da terra prometida.
Para outros biblistas o livro de Josué faz parte da Obra Histórica Deuteronomista (HDta), onde vários elementos editoriais dão unidade e coesão como:
– presença ativa de profetas em momentos chave da história: Samuel e Natã – início da monarquia; Gad – origens do templo; Aías de Silo e o profeta anônimo de I Rs 13 – no momento do cisma; profeta anônimo de I Rs 20 e  Miquéias, filho de Jemla – presença do perigo arameu; e, outros: Elias, Isaías e a profetiza Hulda.
– Associação dos diferentes momentos históricos, temas e instituições, com personagens chave: a lei com Moisés; a conquista com Josué; a monarquia com Davi; e, outros.
– Além de outros elementos, podemos verificar o recurso editorial bastante repetido, que é o esquema promessa e cumprimento norteando os acontecimentos da história como a realização das promessas e predições feitas no passado[2].
Nestes aspectos que começamos a considerar o texto em foco: Josué 3. 1-7, cujo versículo chave para o nosso estudo é o verso sete, que tem como desafio: “Santificai-vos, pois amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de nós”[3], há perguntas que nos inquietam.
Qual o contexto que precisamos responder HOJE como Igreja? Qual a promessa que nos desafia à levar ao povo para que ele tome posse? Como podemos enquanto Igreja sermos instrumento para que o cumprimento em nossas realidades de Brasil se faça concreto como realização da Palavra de Deus?
É importante verificarmos o sentido de SANTIDADE para nós, Igreja Metodista, em nossa vocação histórica. No Plano para a Vida e Missão da Igreja – PVM, na parte que fala da Herança Wesleyana, ou seja, nos Elementos Fundamentais da Unidade Metodista, diz que “a santificação do cristão e da Igreja em direção à perfeição cristã é proclamada pelos metodistas em termos de amor a Deus e ao próximo (cf. Lc 11.25-28), e se concretiza tanto em atos de piedade (participação da Ceia do Senhor, leitura devocional da Bíblia, prática da oração, do jejum, participação nos cultos, etc... –  cf. At 2.42-47), como em atos de misericórdia (solidariedade ativa junto aos empobrecidos/ as, necessitados/ as e marginalizados/ as sociais – cf. At 2.42-47)[4]”.
Mas ainda fica uma pergunta: Como falar de SANTIDADE BÍBLICA, tendo como conseqüência o REFORMAR A NAÇÃO e PARTICULARMENTE A IGREJA, SE nós enquanto povos latino americanos, somos espoliados em nossos direitos básicos de existência: comida, casa, educação, roupa, ... temos em nosso meio milhões de pessoas em nossos países que vivem abaixo da miséria, e os países enriquecidos, ditos agora G8, dentre eles QUATRO são considerados protestantes e dois católicos? Como falar e viver a SANTIDADE BÍBLICA, onde um dos governantes desses países enriquecidos não cumpre com um tratado de diminuição da poluição de nosso planeta terra?
QUESTÃO: Precisamos re – estabelecer uma relação nova entre MISSÃO, SANTIDADE e CIDADANIA, onde a presença do Deus Javé (cf. Js 3. 3-4) não seja somente simbólica mas real. Precisamos estabelecer em nossos Projetos de Atividades Missionárias através dos vários ministérios de nossa Igreja, a plena encarnação do Cristo Ressuscitado, ou seja, que a Palavra possa gerar vida (cf. Gn 1.3-25; Jo 1.4).
Mas então, como encarnar o Evangelho de Jesus, “pedra rejeitada que se tornou a pedra angular” (cf. At 4.11), na construção de uma nova sociedade, como sinal da presença encarnada do Reino de Deus (cf. Lc 4.18-20; Is 32. 17), para que o direito à CIDADANIA possa ser expressão de nossa santidade, que possibilite a realização da conquista de nossos direitos (cf. Js 3.7), ou seja, numa terra onde a vida pode realizar-se plenamente?
No PVM diz que:
“para que haja vida, são necessários comunhão e reconciliação com Deus e o próximo, direito à terra, habitação, alimentação, valorização da família e dos marginalizados da família, saúde, educação, lazer, participação na vida comunitária, política e artística, e preservação da natureza (cf. At 2.42; 2 Co 5. 18-20; Jo 10.10; I Jo 1.7)[5]”.
Já no Credo Social, outro documento importante da Igreja Metodista, destaco três dimensões que julgo significativo considerá-los em nosso estudo[6]:
1a A reconciliação do mundo em Jesus Cristo é a fonte da justiça, da paz e da liberdade entre as nações; todas as estruturas e poderes da sociedade são chamados a participar desta nova ordem. A Igreja é a comunidade que exemplifica essas relações novas do perdão, da justiça, e da liberdade, recomendando-as aos governos e nações como caminho para uma política responsável de cooperação e paz.
2a A reconciliação do homem e da mulher em Jesus Cristo torna claro que a pobreza escravizadora em um mundo de abundância é uma grave violação da ordem de Deus; a identificação de Jesus Cristo com os necessitados/as e os oprimidos/as, bem como a prioridade da justiça nas Escrituras proclamam que a causa dos empobrecidos/as do mundo é a causa dos seus discípulos/as.
3a Para que uma sociedade traduza o sentido cristão de humanidade é necessário que, a par com a mudança das estruturas sociais, se processe uma transformação da mentalidade humana. O sentido cristão de humanidade só pode ser alcançado em uma sociedade na qual as pessoas tenham vida comunitária, consciência de solidariedade humana e de responsabilidade social.
E por último queremos considerar o entendimento da Igreja Metodista sobre Missão, deixando como ressalva, que precisamos no exercício de nossa participação na Missão que é de Deus, faze-la como estilo de vida.
No PVM diz que a Missão é de Deus, e o Seu Projeto no mundo é estabelecer o seu Reino. A Igreja então, fiel a Jesus Cristo, é sinal e testemunha do Reino de Deus. Para tanto, ela precisa sair de si mesma e se envolver no trabalho de Deus, na construção do novo ser humano, de uma nova sociedade e do Reino de Deus (cf. Mt 12.28). O DESAFIO da Igreja é realizar a sua tarefa de evangelização e de ação social, duas características fim da Igreja de Jesus (cf. Hb 2. 18; Lc 4. 18-20; 10. 1-12, 17-20, 25-37)[7].
Após considerarmos o modo pelo qual a Igreja Metodista conceitua a relação entre MISSÃO, SANTIDADE e CIDADANIA, precisamos voltar ao texto de Josué 3.1-7, para verificarmos como o povo de Deus estabeleceu o processo da posse da terra.
Antes da entrada na terra prometida, o povo foi orientado para que ao assumir esta nova vida, precisavam guardar as orientações citadas em Dt 6.4-9, para que a vida então pudesse ser sempre uma resposta de amor à Deus, que se expressa em todas as relações humanas.
Os versículos de 1 à 4, nos mostram que Josué criou uma estratégia (v. 1), uma metodologia para assumir efetivamente a concretização da promessa da TERRA PROMETIDA. Existiam pessoas designadas para executarem cada tarefa – poder descentralizado, no tempo próprio (v. 2). O sentido da presença de Deus é algo marcante na vida do povo e tem toda uma espiritualidade comprometida e encarnada, que diz como o agir de suas vidas precisa acontecer (v. 4).

Conclusão

Há então um imperativo a ser seguido, sem o qual não há o compromisso da ação de Deus, encontrando em nós enquanto parceiros na promoção da vida. Por isso a relação promessa e cumprimento (cf. Gn 17.1-2) está relacionada com obediência e fidelidade, que tem como direção a memória da ação do Deus Javé através da história do Povo de Deus. Pensemos como podemos então responder hoje este imperativo: “Santificai-vos, pois amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de nós” na dimensão de “Reformar a nação, particularmente a Igreja e espalhar a santidade bíblica”[8].
Existem vários trabalhos que você pode fazer. Santidade é sair e envolver-se concretamente com as pessoas e a sociedade. É encarnar-se.
Colocando em prática: Procure em seu bairro se existem iniciativas de trabalho junto aos/ as excluídos/ as – sopão solidário; cooperativa com papel, latas, plásticos reciclados; envolvimento com trabalho de preservação ambiental; participação nos Conselhos Municipais ou Estaduais da Saúde, de Crianças, e outros; a comunidade ser um espaço de discussão de combate à violência; Teatro para criança e adolescente com mensagem que busque trabalhar a consciência libertadora do Cristo Encarnado e Ressurreto; Palestras nas escolas sobre drogas...; e outras iniciativas que demonstre o agir encarnado do Deus JAVÉ.
Objetivo: Entender a dimensão da espiritualidade metodista na prática da
cidadania, á luz da doutrina da santificação.
Leituras Bíblicas:      2a feira – Lucas 10.25-37;
3a feira – Isaias 58;
4a feira – Salmo 146;
5a feira – Levítico 25. 8-17;
6a feira – Levítico 25.23-31;
Sábado – Levítico 25. 35-43; e,
Domingo – Mateus 25. 31-46.
 
Sugestões Bibiográficas:
1.      BONINO, José Miguez e outros, Luta pela vida e Evangelização, São Paulo/ Piracicaba: Edições
Paulinas/ UNIMEP, 1985.
2.      COLÉGIO EPISCOPAL, Como criar e desenvolver o Ministério de Ação Social na Igreja Local, Rio de
Janeiro: Reproarte, 2000
3.      COLÉGIO EPISCOPAL, “Credo Social” in Cânones da Igreja Metodista, São Paulo: Editora Cedro, pp.
45-57, 2001.
4.      COLÉGIO EPISCOPAL, “Plano para a Vida e Missão da Igreja” in Cânones da Igreja Metodista, São
Paulo: Editora Cedro, pp. 71-109, 2001.
5.      DOBBERAHN, Friedrich E., Os Marginalizados, Estudos Bíblicos no. 27, São Bernardo do Campo/ São
Leopoldo/ Petrópolis: Imprensa Metodista/ Editora Sinodal/ Vozes, 1990.
6.      SILVEIRA NETO, Heitor Amílcar (Editor Executivo) – Declaração Universal dos Direitos Humanos,
50 anos, Piracicaba: Editora UNIMEP, 1998.
 
Sugestões Metodológicas
1.       Procurar em sua cidade, se há algum vídeo sobre trabalhos comunitários. Ex. Trabalhos de Cooperativas Comunitárias, Filme Mudança de Hábito 1 e outros.
2.       Antes de iniciar o seu estudo, peça aos seus alunos ou alunas, que escrevam numa folha que você deve distribuir, quais são as suas ações concretas em seu dia-a-dia, que possam demonstrar o amor de Deus através de sua vida. Compartilhem os seus escritos.
3.       Peça aos seus alunos e alunas que desenhem situações em que haja um clamor para que a vida de Jesus seja atuante através de sua Igreja. Depois partilhe o sentimento que levou vocês a desenhar tal situação.
4.       Peça os seus alunos e alunas que façam destaque do textos bíblicos lido durante a semana, e que através deles apresentem propostas de ações que eles possam realizar para que a Santidade Bíblica seja concreta, na dimensão de Reformar a Nação e Particularmente a Igreja.
 


[1] Várias leituras que já foram feitas do texto, a partir de vários métodos: histórico-crítico, leitura popular da bíblia, sociológica e outras, especialmente as que são feitas em nossa América Latina.
[2] LAMADRID, Antonio González, As tradições históricas de Israel, Petrópolis: Editora Vozes, 2001, pp. 19-20.
[3] CALACHE, Gabriel C. (Editor) – Bíblia Tradução Ecumênica, 2a edição, São Paulo, Edições Loyola, 1995.
[4] COLÉGIO EPISCOPAL, Cânones da Igreja Metodista, São Paulo: Editora Cedro, pp. 74-75.
[5] COLÉGIO EPISCOPAL, idem, idem, p. 86.
[6] COLÉGIO EPISCOPAL, idem, idem, pp. 49-50, 53.
[7] COLÉGIO EPISCOPAL, idem, idem, pp. 78, 80.
[8] Afirmação de João Wesley - COLÉGIO EPISCOPAL, idem, idem, p. 76.

Autor: Marcos Gomes Tôrres, pastor e parceiro na missão

segunda-feira, 12 de março de 2012

Como você vê?



Mensagem do Bispo Ildo no culto de inauguração do templo da imel de Atibaia em 11/03/12 sobre a necessidade de discernimento espiritual baseado em Marcos 8, que começa relatando o milagre da Segunda Multiplicação de Pães e Peixes. 

Mesmo após este segundo milagre, os discípulos voltam a ficar ansiosos e discutem diante de uma nova crise de ausência de pães. Jesus os repreende, dizendo que eles tinham olhos mas não enxergavam. Parece que não haviam aprendido nenhuma lição com os milagres anteriores. 

Na seqüência, Jesus cura um cego em duas etapas. Em um primeiro toque, o cego volta a enxergar, mas sua visão é confusa. Foi necessário um segundo toque para que o cego voltasse a enxergar perfeitamente. Este parece ser um retrato da evolução espiritual dos discípulos, que pelo contato com Cristo já havia saído da escuridão, mas que ainda careciam de crescimento para poderem enxergar perfeitamente. 

O mesmo acontece com os atuais seguidores de Jesus que custam a aprenderem a confiar em Deus e cuja fé se mostra por vezes inoperante diante dos desafios da vida. Nossa visão do Cristo se revela pequena e turvada. 

Depois, de repreendê-los, Jesus pergunta qual é a opinião da multidão a respeito dele, ou seja, Jesus quer saber como é que o povo o enxerga. Respondendo a pergunta, os discípulos dizem que o povo via Jesus como um grande profeta. Viam algo de muito bom nele, mas não o viam ainda como o Filho de Deus enviado ao mundo. 

Então, Jesus faz uma segunda pergunta, querendo agora saber como é que os seus próprios discípulos o enxergavam. Pedro, movido pelo Espírito Santo, responde dizendo: "Tu és o Cristo!". Eis aí uma visão clara de que Jesus é o Messias prometido, o poderoso Filho de Deus que veio para reinar sobre tudo. Mas o discernimento de Pedro ainda era incompleto, pois quando Jesus passa a discorrer sobre a necessidade do Cristo padecer e morrer, Pedro, reage negativamente, como que dizendo, "vira esta boca pra lá", "tá amarrado", "rejeita esta palavra", "nada de sofrimento", "nada de morte", "nada de cruz", "só vitória". 

Jesus repreende duramente a Pedro, dizendo: "arreda Satanás, pois cogitas unicamente das coisas desta vida e não das coisas de Deus". Satanás continua operando hoje cegando o entendimento de muitos seguidores de Jesus, levando-os a pensarem em Deus apenas em termos do aqui e agora. Mas, "se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Coríntios 15:19). 

João no capítulo 6 de seu Evangelho relata que a multidão quis coroar a Jesus como Rei após a primeira multiplicação de pães, mas Jesus recusou tal glória, dizendo que eles só o exaltavam por causa do pão. 

Na ocasião, Jesus fez um claro discurso a respeito do propósito de sua vinda, cujo reino não é deste mundo e cuja recompensa se encontra nos céus. O resultado foi que a multidão o abandonou por completo. Jesus, volta-se para os seus discípulos mais chegados e pergunta: "E vocês também não querem ir embora?". Ao que Pedro responde: "Para onde iremos nós, pois só tu tens as palavras de vida eterna!". 

Pedro alternava altos e baixos. Visão e cegueira espiritual. Somente após a ressurreição de Jesus, foi que seus olhos foram plenamente iluminados para a realidade da cruz no ministério do Cristo. Jesus encerra a conversa, registrada no capítulo 8 de Marcos, destacando que seus seguidores devem também seguir o caminho da cruz. Devemos buscar o pão que não perece, devemos buscar as coisas que são lá do alto, onde Cristo habita, não acumulando tesouros corrosivos na terra, mas tesouros imperecíveis nos céus. Não devemos amar o mundo, pois o mundo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre. Nem só de pão vive o homem, pois a vida é muito mais que comida e prosperidade. E só Jesus tem as palavras de vida eterna! O que Jesus significa para você? Um sábio, um profeta, um gênio da lâmpada que existe para satisfazer nossas aspirações terrenas? Como é que você o vê?