sexta-feira, 29 de junho de 2012

42,3 milhões de evangélicos no país, mas, e daí?


O IBGE acaba de divulgar o Censo Demográfico 2010 que destaca o grande crescimento dos evangélicos no Brasil, que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010. Um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Em 1991, este percentual era de 9,0% e em 1980, 6,6%.

Dos que se declararam evangélicos, 60,0% eram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados.

Então, hoje, somos 42,3 milhões de evangélicos no país, mas, e daí? Onde é que está o positivo impacto desta multidão de evangélicos no cenário nacional? Destes 42,3 milhões de evangélicos, quantos são realmente nascidos de Deus? Muitos professam terem tido um encontro com Deus, mas seguem vivendo como antes. Muitos buscam a Deus apenas pensando em receber bênçãos materiais. Tem muita gente nas igrejas, mas poucos convertidos. E boa parte da culpa se deve aos pregadores que estão pregando uma mensagem distorcida do Evangelho, dizendo o que o povo gosta de ouvir, escondendo o preço do discipulado. 


No entanto, um verdadeiro encontro com Deus deixa marcas! Abrão torna-se Abraão, Jacó transforma-se em Israel, Simão em Pedro, Levi em Mateus e Saulo em Paulo. Isaías exclamou: “ai de mim”! Zaqueu deixou de ser um corrupto ganancioso e passou a ser justo e caridoso. Ou seja, um verdadeiro encontro com Deus é impactante e transformador.

Alguém pode dizer: “eu creio, então, estou salvo”. O problema desta afirmação é que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.18), pois a verdadeira fé em Cristo é também transformadora. Quem reconhece que Jesus é o Senhor, deve também sujeitar-se ao seu senhorio.

É fácil perceber que a grande maioria das pessoas ao nosso redor professa uma fé cristã, mas Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mt 7:21-23).


Jesus disse que "aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Jo 3:3). Nascer de novo implica em mudança de vida, pois a nova criatura não pode permanecer a mesma, mas deve viver em novidade de vida (Rm 6.4).

Jesus também ensinou que o caminho da salvação era estreito e apertado (Mt 7.14), o que não condiz com a idéia de que basta crer. "Até o diabo crê e treme" (Tg 2.19). Como saber, então, se estamos no Caminho? Jesus mesmo responde a esta pergunta com a seguinte frase: “pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20).

Se queremos conhecer que espécie de árvore somos nós, devemos examinar os frutos, pois eles são realmente reveladores. Paulo exorta os cristãos dizendo: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Co 13:5).

João escreveu um livro para ajudar os cristãos a discernirem a autenticidade de seus relacionamentos com Cristo. “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 Jo 5.13). Ele usa expressões descritivas das características dos salvos em Cristo que garantem aos possuidores delas a convicção de sua salvação. Tais expressões costumam conter os seguintes termos: “sabemos que” , “assim sabemos”, “deste modo sabemos”, “desta forma sabemos”, “conhecemos”, “assim conhecemos”, “nisto conhecemos”, “dessa forma reconhecemos”, “se alguém”, “dessa forma”, “quem não”, “todo aquele”, “todo aquele que é nascido de Deus”, “todo aquele que ama”, “todo aquele que crê”, “aquele que é”...

De acordo com João, aquele que é nascido de Deus apresenta as seguintes características:

  1. Tem comunhão com Deus e lhe obedece (1 Jo 1.3,5,71 Jo 2:3,5,14,24,281 Jo 3:16,241 Jo 4:161 Jo 5:2,20)
  2. Tem comunhão com a Igreja e não somente com Deus (1Jo 1.3,71 Jo 5:21 Jo 3:10,141Jo 2:9,10,19Hb 10:25).
  3. Tem comunhão com a Verdade (1Jo 2:14,20,22,241Jo 3:191Jo 4:1-61 Jo 5:6,10,20,212 Jo 1:7
  4. Tem o testemunho do Espírito Santo (1Jo 2.27; cf Rm 8.14-161Jo 3.241Jo 4.131Jo 5.6,10
  5. Tem respostas para as suas orações (1 Jo 3.22 cf. Tg 5.16Jo 15.71Jo 5:15)
  6. Tem vitória sobre o pecado, o diabo e o mundo (1Jo 2.14-151 Jo 3.4-91 Jo 5.4,5,18).

Portanto, crentes sem frutos não encontram base para segurança de sua salvação (Jo 15.2). O verdadeiro cristão não pode amoldar-se a forma deste mundo (Rm 12.1-2).

A quantidade numérica não impressiona a Deus. Qualidade é mais importante que quantidade. Foi com apenas 300 soldados que Gideão venceu a guerra (Jz 7.7)! Sabendo disto, João Wesley orava assim: “Senhor, dá-me cem homens que não temam outra coisa senão o pecado, não amem outra pessoa senão a Deus, e eu abalarei o mundo. Não me importo se eles são pastores ou leigos, com eles eu devastarei o reino de Satanás e edificarei o Reino de Deus na Terra”. E o avivamento Wesleyano impactou a Inglaterra no século XIX!

Quem dera pudéssemos ter no Brasil 42,3 milhões de nascidos de Deus!

Bispo Ildo Mello

O Exército de Salvação completa 90 anos de vida no Brasil!


O Exército de Salvação está completando 90 anos de vida no Brasil. E, como parte das comemorações, estão recebendo a visita especial da Banda de Metais do Canadá, que fará uma série de apresentações em São Paulo, conforme mostra o cartaz.

Desde que iniciou as atividades na Inglaterra, em 1865, o Exército de Salvação contribui diretamente para o bem estar da sociedade.

O fundador do Exército de Salvação, William Booth, e sua esposa, Catherine foram chamados por Deus para declarar guerra ao vício e ao pecado nos bairros miseráveis da cidade de Londres.
O ministério cristão, baseado no conceito “sopa, sabão e salvação”, começou a suprir as necessidades espirituais e físicas que afligiam milhares de homens, mulheres e crianças da época. O movimento cresceu rapidamente, organizou-se e hoje atua em 124 países, pregando a palavra de Deus em mais de 175 idiomas, aliando seu trabalho evangelístico a um cunho social intenso.

O Exército de Salvação tem trabalhado intensamente para servir à humanidade sofredora. Através de ações como o auxílio à população de Santa Catarina atingida pelas enchentes em 2007, às vítimas da Guerra do Iraque, aos desabrigados de desastres naturais como o Furacão Katrina nos Estados Unidos e o Tsunami na Àsia e a promoção de programas de apoio aos portadores da AIDS no continente africano, a instituição tem aliviado o sofrimento de milhares de pessoas ao redor do mundo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Gondim afirma que Segunda Vinda é utopia motivacional


Gondim afirma que Segunda Vinda é utopia motivacional

Ricardo Gondim fez a seguinte afirmação em uma palestra que proferiu aos pastores em Março de 2011:
“A volta de Cristo está revelada nas escrituras, não para a gente esperar por Ele. A volta de Cristo está revelada nas escrituras para nos mobilizar a ir na direção daquilo que a volta de Cristo significa, a agirmos, para dizer que o Reino de Deus é chegado entre os homens”. 
O vídeo desta palestra que estava publicado no Youtube, por alguma razão desconhecida, foi removido. Eu e muitas outras pessoas tivemos a oportunidade de assistir para confirmar que ele realmente ensinou isto. O link era este: http://www.youtube.com/watch?v=ihP-U4q53eY&feature=youtu.be

Então, para o Gondim, a Segunda Vinda não é um evento a ser aguardado pela Igreja, mas uma motivação para a Igreja trabalhar para produzir aquilo que a Segunda Vinda de Cristo significa. No entanto, a Segunda Vinda de Cristo não é uma utopia motivacional, mas, sim, a bendita esperança cristã baseada na palavra daquele que é fiel e poderoso para cumprir o que prometeu. "De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pe 1:16)

O Reino de Deus foi inaugurado na Primeira Vinda de Cristo, a igreja é o Corpo de Cristo, uma poderosa agência do Reino, que encontrará sua plenitude por ocasião da Segunda Vinda, que trará o juízo final e um novo tempo em uma nova terra.

É certo criticar a passividade de muitos cristãos que aguardam de braços cruzados o retorno de Cristo como solução de todos os problemas, mas não à custa do esvaziamento da promessa da Segunda Vinda de Jesus. "Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem" (Mt 24:27).


Gondim está plenamente equivocado quando afirma que a esperança da Segunda Vinda levou muitos tessaloniscenses à um comodismo, pois a causa do problema não foi a esperança, mas o falso ensino que dizia que a Segunda Vinda já havia ocorrido. "Irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e o nosso reencontro com ele, rogamos a vocês que não se deixem abalar nem alarmar tão facilmente, quer por profecia, quer por palavra, quer por carta supostamente vinda de nós, como se o dia do Senhor já tivesse chegado" (2 Ts 2.1-2).

A Segunda Vinda de Cristo será um evento real, concreto, pessoal e visível conforme a promessa de Jesus que diz: "Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória" (Mc 13.26).

Pedro ensina que podemos fazer algo para “apressar” a Segunda Vinda de Cristo (2 Pe 3.12), que depende, em algum sentido, das conversões (At 3.19-21). Jesus disse: “Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações” (Mc 13.10; cf. Mt 24.14). Conforme o ensino do apóstolo Pedro, a Segunda Vinda de Cristo não é iminente, pelo contrário ela depende da realização dos propósitos de Deus, que, por sua vez, estão vinculados à missão da Igreja. É desta forma que podemos entender o que o apóstolo quer dizer com esta incumbência dada aos cristãos de “apressar” a vinda do Senhor (2 Pe 3.12). Seria contraditório crer que a Segunda Vinda de Cristo pode se dar a qualquer momento, independente de qualquer fator ou cumprimento profético, e, ao mesmo tempo, ensinar que pode ser feito algo para apressar a vinda do Senhor. Ou Pedro era um pré-tribulacionista que acreditava que a Segunda Vinda de Cristo era iminente ou era, como deixou claro em sua segunda epístola, daqueles que acreditam que a Segunda Vinda do Senhor depende, entre outras coisas, da obra missionária da Igreja. Por isso, exorta os cristãos a cumprirem o seu papel evangelizador, apressando, assim, a volta de Jesus.

O derramamento do Espírito em Pentecoste ocorreu imediatamente após a ascensão de Cristo e é inseparável dela. Jesus foi entronizado como Senhor e Messias (At 2.36), como o Rei de todo o Universo, e é desta exaltada posição que ele enviou o seu Espírito para capacitar a sua Igreja a cumprir sua missão de fazer discípulos de todas as nações.

Portanto, a Segunda Vinda de Cristo não deve ser encarada como uma utopia motivacional, mas como a bendita esperança de um retorno real, físico e glorioso de Jesus Cristo o que também nos impulsiona ao cumprimento de nossa missão na Terra.

Bispo José Ildo Swartele de Mello

segunda-feira, 11 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Juízo Final


Baseado em 2 Coríntios 5.1-10
Os tempos mudaram, de modo que poucos cristãos parecem se preocupar com questões do porvir. Segunda Vinda de Cristo e Juízo Final são temas esquecidos por boa parte dos evangélicos que lotam as igrejas em busca de cura física e prosperidade material. O Reino de Deus e a sua justiça há muito que deixaram de ser prioridade.
A fé tem se transformado em uma varinha de condão para a satisfação das ambições humanas. Enquanto Cristo conclama seus discípulos a negarem-se a si mesmos, muitos pastores estão estimulando exatamente o contrário, fomentando ainda mais as ambições humanas.  O sagrado nunca foi tão comercializado como nos dias de hoje. Mas o juízo não tarda! Todos compareceremos diante do tribunal de Cristo para receber de acordo com o bem ou o mal que tivermos praticado. Os segredos do coração humanos serão revelados. Não haverá escape para os hipócritas. Nossas obras serão provadas pelo fogo.
O que é que temos feito para agradar a Deus? Quais são as nossas reais motivações? Estamos buscando devidamente as coisas lá do alto? Temos a clara consciência de que aqui não é o nosso lar? Onde está o nosso coração?
Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo, pois o mundo passa e com ele a sua cobiça, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.